terça-feira, 5 de maio de 2009

COLUNA - OPINIÃO PÚBLICA: Homossexuais: vivências de discriminação

Por Gustavo VenturiA pesquisa nacional Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil – iniciativa da Fundação Perseu Abramo (FPA) em parceria com o Instituto Rosa Luxemburgo Stiftung, teve seus dados preliminares publicados na edição 78 de Teoria e Debate (“Intolerância e respeito às diferenças sexuais”). O levantamento indicou que, ao mesmo tempo em que a quase totalidade da população brasileira urbana reconhece que existe no país preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (92%), é alta a taxa dos que se assumem preconceituosos – varia entre 23% (contra todos os grupos) e 32% (contra ao menos um deles) – e ainda mais a dos que manifestam algum grau de preconceito velado (54% leve, 39% mediano e 6% forte).Agora, novo desdobramento desse estudo, com 413 gays, lésbicas e bissexuais assumidos, residentes em dezoito municípios das nove maiores Regiões Metropolitanas do país, revela o peso da discriminação de que são vítimas, decorrente da disseminação do preconceito homofóbico e da tolerância social e midiática em relação a ele: 53% já se sentiram discriminados ao menos uma vez por sua orientação sexual ou identidade de gênero, tendo narrado espontaneamente algum episódio – taxa que atingiu 59% diante da lembrança de dezoito situações de convívio social passíveis de ocorrência de comportamentos discriminatórios.Nos relatos espontâneos prevalecem sobretudo episódios de violência psicológica, moral ou verbal (47%), perpetrados ora por familiares, ora por desconhecidos, no espaço público, ora em contextos institucionais, como locais de trabalho, estudo ou lazer. Nas situações sugeridas, os principais agentes discriminadores foram os pais (22%) ou outros familiares (31%), colegas de escola (27%) ou amigos (24%), ou ainda pessoas em locais de lazer (26%). E, diante de dez situações potenciais de violência, 52% já passaram por um ou mais episódios, expostos a ironias ou gozação (42%), a grosserias e ofensa (31%), a vexação ou constrangimentos (21%), 10% teriam sido ameaçados ou aterrorizados, por conta de sua orientação sexual, e 7% submetidos a violência física ou lesão corporal.Ao contrário da população brasileira urbana em seu conjunto, cuja maioria (70%) acredita que “isso é um problema que as pessoas têm de resolver entre elas”, contra apenas 24% que entendem que o combate contra a discriminação da população LGBT deve ser objeto de políticas públicas, as taxas se invertem entre os gays, lésbicas e bissexuais, vítimas da intolerância: 70% avaliam que os poderes públicos devem intervir – sobretudo com legislação que puna atos homofóbicos (33%) e com campanhas nas escolas e na mídia (31%) –, contra 26% que acreditam que o problema é apenas de ordem interpessoal.A legalização da união conjugal entre homossexuais tem o apoio de 97% dos gays e lésbicas – medida que encontra apoio em 42% da opinião pública nacional – e o direito à herança em caso de morte do cônjuge destaca-se como prioridade (58%, contra 27% de apoio da população em geral) entre cinco ações sugeridas, no campo dos direitos humanos. A criação de delegacias de polícia específicas para atender a denúncias de discriminação contra LGBT tem a preferência (61%) de gays e lésbicas, em relação a delegacias de crimes raciais e de delitos de intolerância, já existentes (50%), ou a delegacias comuns (45%).Em suma, a alta incidência de relatos de discriminação interpessoal e institucional e de outras formas de violência contra os segmentos LGBT, como o tratamento desigual por parte da Justiça em relação a direitos há muito reconhecidos para a maioria heterossexual, sugere que já passou o tempo de dar andamento no Congresso Nacional ao PLC 122, apresentado há quase três anos pela senadora Fátima Cleide (PT-RO), como instrumento jurídico de combate à homofobia.*Gustavo Venturi é professor de Sociologia da USP (gventuri@uol. com.br).Saiba mais:- Conheça a pesquisa Diversidade Sexual e Homofobia no Brasil
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PREFEITO DE CURITIBA RECEBE MILITANTES LGBTs

Representantes de sete organizações não-governamentais que atuam na defesa dos direitos da comunidade LGBT foram recebidos em audiência, nesta segunda-feira (4), pelo prefeito Beto Richa e pelo vice-prefeito e secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci. Curitiba, 04/05/2009 Foto:Joel Rocha/SMCS
Publicado em 04/05/2009 às 18:54




Richa recebe representantes de ongs
Representantes de sete organizações não-governamentais que atuam na defesa dos direitos dos homossexuais foram recebidos em audiência, nesta segunda-feira (4), pelo prefeito Beto Richa e pelo vice-prefeito e secretário municipal da Saúde, Luciano Ducci. O grupo veio pedir apoio para a proposta de criminalização da homofobia (discriminação de homossexuais), que deverá ser discutida na Câmara Municipal, e a inclusão do tema homossexualidade no conteúdo do programa Saúde e Prevenção nas Escolas.
Richa comprometeu-se em estudar alternativas junto à Secretaria de Governo Municipal e aos vereadores para atendê-las. "A Prefeitura de Curitiba tem interesse em que todos os segmentos da nossa sociedade sejam ouvidos e respeitados em sua cidadania", declarou o prefeito ao presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis, e demais representantes presentes. Entre eles, os dirigentes das ongs Dignidade, Dom da Terra, Centro Paranaense de Cidadania (Cepac), Transgrupo Marcela Prado, Artemis e Associação Paranaense da Parada da Diversidade (Apadi).
Os líderes das entidades também convidaram Richa e Ducci para o seminário que acontecerá na Câmara Municipal, no próximo dia 18, onde será debatida cidadania do segmento e homofobia, e também para a 5ª Conferência da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexuais. Eles também solicitaram que, a exemplo de São Paulo, Curitiba implante na estrutura da administração municipal uma coordenadoria para promoção do segmento.

Fonte :
http://www.curitiba.pr.gov.br/Multimidia.aspx?t=i&i=0&n=16226
http://www.curitiba.pr.gov.br/Multimidia.aspx?n=16226&t=i
http://www.curitiba.pr.gov.br/Noticia.aspx?n=16226

segunda-feira, 4 de maio de 2009

ALO SENADO LIGUE!!!!!

ALÔ SENADO
PRECISAMOS DE 3 MINUTOS DO SEU TEMPO !
Ligue e contribua para a aprovação da Lei que criminaliza a Homofobia no Brasil – PLC 122/2006.

LIGUE PARA O ALÔ SENADO – 0800 61 22 11
Você pode mandar uma mensagem, pedindo voto favorável, para senadores e senadoras.
É possível ligar de telefone público e até mesmo do seu celular.
A LIGAÇÃO É GRATUITA. O FONE DO ALÔ SENADO É 0800 61 22 11
Neste momento é de extrema PRIORIDADE enviar mensagens para os/as senadores que compõem a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. É nesta comissão que está tramitando o PLC 122/2006. Clique AQUI e veja quais senadores e senadores compõem a CAS. Mande mensagens para os/as titulares e os/as suplentes.
Para a primeira ligação a atendente fará um breve cadastro, por isso tenha em mãos o CEP da sua residência ou trabalho. Nas próximas ligações seu cadastro é identificado rapidamente.

Clique AQUI e veja como está e como foi à tramitação do PLC 122/2006.

SUGESTÃO DE MENSAGEM
“Senhor Senador e ou Senhora Senadora “Peço que vote contra o preconceito. Vote contra a violência. Vote sim ao relatório da Senadora Fátima Cleide. Aprovar o PLC 122/2006 nesta comissão é simbolizar que o Senado é contra a violência cometida contra todos os brasileiros e brasileiras LGBT”.

Muitíssimo Obrigado !

terça-feira, 28 de abril de 2009

NUH/UFMG

NUH - Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania GLBTXLarge Large Normal

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NÚCLEO DE DIREITOS HUMANOS E CIDADANIA LGBT
(Lésbicas,Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros)





O NUH é um núcleo da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, que tem como propósito congregar pesquisadores e desenvolver atividades de pesquisa, ensino e extensão voltadas para o reconhecimento dos direitos, da cidadania, das identidades e das práticas culturais, políticas e sociais de indivíduos e grupos LGBT. Criado em dezembro de 2007, através de convênio entre a UFMG e a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (Programa Brasil sem Homofobia), as ações do Nuh desenvolvem-se em torno de quatro grandes linhas:


1) no esforço de caracterização das realidades LGBT, das formas de violência e da homofobia, especialmente no âmbito de Minas Gerais e de Belo Horizonte;




2) no desenvolvimento de instâncias de diálogo com espaços institucionais e da sociedade civil no intuito de discutir formas de violência e discriminação homofóbica;




3) no desenvolvimento de perspectivas teóricas e metodológicas de pesquisa, ensino e extensão articuladas às realidades e identidades LGBT




4) no esforço de estabelecer e manter canais de diálogo entre universidade e sociedade civil, através da criação de espaços participativos e mecanismos de interface dos saberes.







Sala F-2003 do Prédio da Fafich, no Campus Pampulha da UFMG

Av. Antônio Carlos, 6627, Belo Horizonte-MG CEP 31270-901

E-mail: nuh@fafich.ufmg.brEste endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.





Seminário de Encerramento do Projeto Educação sem Homofobia:
www.fafich.ufmg.br/educacaosemhomofobia




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quarta-feira, 22 de abril de 2009

CONGRESSO DA ABGLT EM BELÉM

Resultante
22/4/2009
ABGLT fervilha ideias durante congresso e afina discurso para 2009/2010
Por Hélio Filho
Foto: Hélio Filho
Depois de cinco dias de reuniões, debates, deliberações e alguns momentos fervidos, a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) encerrou ser terceiro congresso na última terça-feira, 21, em Belém (PA), com a formulação da Carta de Belém, documento final do evento que deve guiar as ações da entidade e de suas cerca de 220 afiliadas durante o biênio 2009/2010. Além disso, o congresso serviu também para fazer alguns acertos de ordem organizacional, como o preenchimento dos cargos vacantes das diretorias do Nordeste e Sul.Desde a última sexta-feira, 17, cerca de 220 militantes estavam reunidos no hotel Beira Rio para dar sua contribuição na construção desse documento. Dentre as decisões que o texto prevê, está uma maior aliança com outros movimentos sociais como, por exemplo, o da Criança e do Adolescente para uma luta contra a exploração infanto-juvenil. Além disso, o Poder Legislativo também ganhou atenção especial e ficou decidido que a Frente Parlamentar LGBT deve ganhar muito mais potência para fazer andar os projetos de lei no Congresso. O documento final foi aprovado sem nenhum contrário e pede ainda que seja criada no Governo Federal uma Subsecretaria dos Direitos LGBT e um Conselho Nacional LGBT, tipo uma Cads nacional. “Esse congresso foi muito proveitoso, não tivemos grandes tensões, o movimento está mais maduro, mais unido, não existe mais mesquinharia”, avalia, com razão, Toni Reis, presidente da ABGLT. Esse é seu último ano à frente da entidade, já que ficou decidido também que a assembleia geral para eleger a nova composição da Associação será realizada no Rio de Janeiro no segundo semestre, com organização do feminino Movimento D’Ellas com apoio do Grupo Arco-Íris. Outra decisão tomada foi com relação ao próximo congresso da entidade. No feriado do mineiro Tiradentes, seus conterrâneos dos grupos Cellos de Contagem e Belo Horizonte ficaram responsáveis por realizar o evento daqui a dois anos. Caso algo aconteça e eles não possam realizar, o Rio de janeiro (Arco-Íris) ficou de primeira suplente e Curitiba (Dignidade) como a segunda. Mas isso só em caso de algo muito extraordinário acontecer. A avaliar pela vontade com a qual os mineiros participaram do congresso, daqui a dois anos as notícias serão boas