terça-feira, 21 de setembro de 2010
A militar transgênero prossegue sua batalha contra o estado civil
Par Gwenaël André mardi 21 septembre 2010, à 11h49 | 572 vues
Plus de: transgenre, armée, Etat civil
Delphine, ajudante na base aérea de Nancy Ochey, compareceu ma semana passada diante da corte de apelo para que sua redesignação seja levada em conta pelo estado civil. Uma mudança de gênero que a armada havia aceito mais facilmente que a justiça.
Delphine, militar transgênero, prossegue seu percurso do combate para obter uma mudança de estado civil. A jovem mulher não precisa demonstrar, diante da corte de apelação de Nancy, em 13 de setembro, quando a presidenta lhe demandou se sua mudança de gênero era irreversível. «Eu lhe disse que é a morte, a única coisa irreversível!»
Respeito da integridade física
Delphine Ravisé-Giard, ajudante na base aérea de Nancy Ochey, ficará no banco da Armada enquanto seus papéis de identidade não estiverem conformes a sua nova aparência. O enquadramento militar de sua base havia portanto aceito rapidamente sua mudança de gênero e lhe havia acordado o «status» de mulher. Mas a armada deverá voltar atrás diante da recusa da câmara civil do tribunal de Nancy de oficializar a mudança de sexo (ler nosso artigo: Delphine constrangida de voltar a ser Thierry: a história de um absurdo retorno para trás).
Mas sem questão para Delphine de levar os documentos médicos reclamados pela justiça. A militar já recusou de fornecer a prova de qualquer esterilização cirúrgica, em agosto de 2009, diante do tribunal de grande instância de Nancy, em nome do respeito de sua integridade física.
Depois, sob a pressão do conselho da Europa, o ministério da Justiça anunciou que a operação cirúrgica de esterilização, pudicamente chamada «operação de redesignação sexual», não deve ser sistematicamente exigida, «desde então que o solicitante aporte a prova que ele seguiu os tratamentos médico-cirurgicais tendo por efeito tornar irreversível a mudança de sexo, e de lhe conferir uma aparência física e um comportamento social correspondente ao sexo que ele reivindica».
«O ministério da Justiça vai fixar um tamanho mínimo de boné?»
Le parquet geral de Nancy seguiu as recomendações da guarda dos Sceaux. Mas o procurador recusa atualmente em acordar a mudança de estado civil para Delphine por causa da ausência de prova de cirurgia plástica «tal que, por exemplo, a colocação de próteses mamárias e uma modificação estética do rosto».
A associação Trans Aide, que apóia Delphine, chuta os andores. «A partir de qual tamanho de bonés a requerente pode ter seu brevê de estado de feminilidade? Esse tamanho de bonés será fixado nacionalmente pela ministra da Justiça, ou dependerá ela das apreciações e dos gostos pessoais de cada procurador?»
E de lembrar que o Conselho da Europa preconiza de dar a mudança de estado civil às pessoas transgêneros sem obrigação prévia de se submeter a uma esterilização ou de outros procedimentos médicos como uma operação de conversão sexual ou uma terapia hormonal. Delphine não tem muita ilusão sobre a decisão da corte de apelação de Nancy. Mas a deliberação é esperada para 11 de outubro.
Plus de: transgenre, armée, Etat civil
Delphine, ajudante na base aérea de Nancy Ochey, compareceu ma semana passada diante da corte de apelo para que sua redesignação seja levada em conta pelo estado civil. Uma mudança de gênero que a armada havia aceito mais facilmente que a justiça.
Delphine, militar transgênero, prossegue seu percurso do combate para obter uma mudança de estado civil. A jovem mulher não precisa demonstrar, diante da corte de apelação de Nancy, em 13 de setembro, quando a presidenta lhe demandou se sua mudança de gênero era irreversível. «Eu lhe disse que é a morte, a única coisa irreversível!»
Respeito da integridade física
Delphine Ravisé-Giard, ajudante na base aérea de Nancy Ochey, ficará no banco da Armada enquanto seus papéis de identidade não estiverem conformes a sua nova aparência. O enquadramento militar de sua base havia portanto aceito rapidamente sua mudança de gênero e lhe havia acordado o «status» de mulher. Mas a armada deverá voltar atrás diante da recusa da câmara civil do tribunal de Nancy de oficializar a mudança de sexo (ler nosso artigo: Delphine constrangida de voltar a ser Thierry: a história de um absurdo retorno para trás).
Mas sem questão para Delphine de levar os documentos médicos reclamados pela justiça. A militar já recusou de fornecer a prova de qualquer esterilização cirúrgica, em agosto de 2009, diante do tribunal de grande instância de Nancy, em nome do respeito de sua integridade física.
Depois, sob a pressão do conselho da Europa, o ministério da Justiça anunciou que a operação cirúrgica de esterilização, pudicamente chamada «operação de redesignação sexual», não deve ser sistematicamente exigida, «desde então que o solicitante aporte a prova que ele seguiu os tratamentos médico-cirurgicais tendo por efeito tornar irreversível a mudança de sexo, e de lhe conferir uma aparência física e um comportamento social correspondente ao sexo que ele reivindica».
«O ministério da Justiça vai fixar um tamanho mínimo de boné?»
Le parquet geral de Nancy seguiu as recomendações da guarda dos Sceaux. Mas o procurador recusa atualmente em acordar a mudança de estado civil para Delphine por causa da ausência de prova de cirurgia plástica «tal que, por exemplo, a colocação de próteses mamárias e uma modificação estética do rosto».
A associação Trans Aide, que apóia Delphine, chuta os andores. «A partir de qual tamanho de bonés a requerente pode ter seu brevê de estado de feminilidade? Esse tamanho de bonés será fixado nacionalmente pela ministra da Justiça, ou dependerá ela das apreciações e dos gostos pessoais de cada procurador?»
E de lembrar que o Conselho da Europa preconiza de dar a mudança de estado civil às pessoas transgêneros sem obrigação prévia de se submeter a uma esterilização ou de outros procedimentos médicos como uma operação de conversão sexual ou uma terapia hormonal. Delphine não tem muita ilusão sobre a decisão da corte de apelação de Nancy. Mas a deliberação é esperada para 11 de outubro.
I MOSTRA AUDIOVISUAL DIVERSIDADE EM FOCO: OUTRAS SEXUALIDADES EM CENA,
O Projeto Educação sem Homofobia, do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG (Nuh/UFMG),
em parceria com o Núcleo de Psicologia Polítca (NPP/UFMG);
o Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (GUDDS!);
e a Articulação Feminina do GUDDS! convida a todos/as para a
I MOSTRA AUDIOVISUAL DIVERSIDADE EM FOCO: OUTRAS SEXUALIDADES EM CENA,
a realizar-se entre os dias 24 e 28 de setembro nas cidades de Belo Horizonte, Ribeirão das Neves e Santa Luzia (MG).
A Mostra tem o objetivo de visibilizar a discussão sobre a diversidade sexual a partir da exibição de filmes de curta e longa metragem relacionados à temática. Após as exibições, ocorrerão rodas de conversa, que se propõem como momentos coletivos de reflexão sobre a diversidade sexual e sobre os processos de exclusão relacionados às práticas sexuais, às configurações de identidades e performatividades não-heterossexuais.
Programação e maiores Informações no site:
http://mostradiversidade.wordpress.com/
Ou pelo telefone do Nuh/UFMG:
(31) 3409-6287 begin_of_the_skype_highlighting (31) 3409-6287 end_of_the_skype_highlighting
em parceria com o Núcleo de Psicologia Polítca (NPP/UFMG);
o Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (GUDDS!);
e a Articulação Feminina do GUDDS! convida a todos/as para a
I MOSTRA AUDIOVISUAL DIVERSIDADE EM FOCO: OUTRAS SEXUALIDADES EM CENA,
a realizar-se entre os dias 24 e 28 de setembro nas cidades de Belo Horizonte, Ribeirão das Neves e Santa Luzia (MG).
A Mostra tem o objetivo de visibilizar a discussão sobre a diversidade sexual a partir da exibição de filmes de curta e longa metragem relacionados à temática. Após as exibições, ocorrerão rodas de conversa, que se propõem como momentos coletivos de reflexão sobre a diversidade sexual e sobre os processos de exclusão relacionados às práticas sexuais, às configurações de identidades e performatividades não-heterossexuais.
Programação e maiores Informações no site:
http://mostradiversidade.wordpress.com/
Ou pelo telefone do Nuh/UFMG:
(31) 3409-6287 begin_of_the_skype_highlighting (31) 3409-6287 end_of_the_skype_highlighting
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
O corpo como campo de batalha
VLADIMIR SAFATLE
O corpo como campo de batalha
Pauta sobre como o Estado busca impor normatividades ao corpo e à sexualidade está ausente do debate eleitoral
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS seriam, ao menos em tese, momentos privilegiados para discutir pautas de modernização social. Entende-se por tal modernização o conjunto de procedimentos que visam adequar as leis às exigências de universalização de direitos.
Dentro desse conjunto de procedimentos, há, no entanto, um importante núcleo que visa modificar a maneira que o Estado procura impor normatividades ao corpo e à sexualidade. Como não poderia deixar de ser, tal núcleo está mais uma vez ausente do debate eleitoral. Os últimos 40 anos viram a paulatina institucionalização da consciência de que o Estado deve afastar-se, ao máximo, da tentação de legislar sobre os corpos e sobre a sexualidade de seus cidadãos.
Excetuando-se casos de abusos não consentidos do outro (como a violação) ou de práticas sexuais com aqueles que não são responsáveis por seus atos (como a pedofilia ou o abuso de doentes mentais), o Estado não teria nada a dizer a respeito de tais questões.
Essa indiferença necessária do Estado poderia abrir o espaço para a ampliação do processo de reconhecimento social das diferenças e de universalização de direitos. Esse foi um dos motores para que o aborto e a modificação da estrutura do casamento fossem aceitos em boa parte das sociedades democráticas. No entanto, o Brasil continua inexplicavelmente na contramão desse processo.
Peguemos o caso do aborto. Nos anos 80, uma artista plástica norte-americana, Bárbara Kruger, fez um belo cartaz pró-aborto onde se lia: "Seu corpo é um campo de batalha".
De fato, essa é a perspectiva correta para a abordagem do problema. É necessária muita imaginação para levar a sério o dogma de que um feto do tamanho de um grão de feijão, absolutamente dependente do corpo materno, teria o mesmo estatuto jurídico que uma pessoa.
A questão não concerne o "respeito à vida", até porque não estamos de acordo a respeito do que "vida", enquanto objeto a ser defendido pelo ordenamento jurídico, deva significar. Por não estarmos de acordo, não é possível que a sociedade civil seja refém de um conceito teológico de vida que os católicos procuram nos empurrar (até porque, boa parte das igrejas protestantes tem posição muito mais mitigada a respeito do aborto). A questão concerne, na verdade, o modo de intervenção estatal e de disciplina moral dos corpos.
Valeria ainda a pena lembrar que o aborto é e sempre será liberado para aqueles que poderão pagar por clínicas clandestinas. Esses sempre encontrarão um jeito para levá-lo adiante. Já os demais sempre continuarão abortando, pois eles já votaram pela liberação do aborto. Infelizmente, eles votaram com agulhas de tricô.
Por fim, sobre a questão a respeito do casamento entre homossexuais, é dificilmente compreensível que ela não esteja na pauta do debate eleitoral. Sua proibição estigmatiza uma parcela da população e cria constrangimentos sociais que nunca poderiam ser aceitos por uma sociedade que luta pela efetivação de princípios igualitários.
VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP
O corpo como campo de batalha
Pauta sobre como o Estado busca impor normatividades ao corpo e à sexualidade está ausente do debate eleitoral
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS seriam, ao menos em tese, momentos privilegiados para discutir pautas de modernização social. Entende-se por tal modernização o conjunto de procedimentos que visam adequar as leis às exigências de universalização de direitos.
Dentro desse conjunto de procedimentos, há, no entanto, um importante núcleo que visa modificar a maneira que o Estado procura impor normatividades ao corpo e à sexualidade. Como não poderia deixar de ser, tal núcleo está mais uma vez ausente do debate eleitoral. Os últimos 40 anos viram a paulatina institucionalização da consciência de que o Estado deve afastar-se, ao máximo, da tentação de legislar sobre os corpos e sobre a sexualidade de seus cidadãos.
Excetuando-se casos de abusos não consentidos do outro (como a violação) ou de práticas sexuais com aqueles que não são responsáveis por seus atos (como a pedofilia ou o abuso de doentes mentais), o Estado não teria nada a dizer a respeito de tais questões.
Essa indiferença necessária do Estado poderia abrir o espaço para a ampliação do processo de reconhecimento social das diferenças e de universalização de direitos. Esse foi um dos motores para que o aborto e a modificação da estrutura do casamento fossem aceitos em boa parte das sociedades democráticas. No entanto, o Brasil continua inexplicavelmente na contramão desse processo.
Peguemos o caso do aborto. Nos anos 80, uma artista plástica norte-americana, Bárbara Kruger, fez um belo cartaz pró-aborto onde se lia: "Seu corpo é um campo de batalha".
De fato, essa é a perspectiva correta para a abordagem do problema. É necessária muita imaginação para levar a sério o dogma de que um feto do tamanho de um grão de feijão, absolutamente dependente do corpo materno, teria o mesmo estatuto jurídico que uma pessoa.
A questão não concerne o "respeito à vida", até porque não estamos de acordo a respeito do que "vida", enquanto objeto a ser defendido pelo ordenamento jurídico, deva significar. Por não estarmos de acordo, não é possível que a sociedade civil seja refém de um conceito teológico de vida que os católicos procuram nos empurrar (até porque, boa parte das igrejas protestantes tem posição muito mais mitigada a respeito do aborto). A questão concerne, na verdade, o modo de intervenção estatal e de disciplina moral dos corpos.
Valeria ainda a pena lembrar que o aborto é e sempre será liberado para aqueles que poderão pagar por clínicas clandestinas. Esses sempre encontrarão um jeito para levá-lo adiante. Já os demais sempre continuarão abortando, pois eles já votaram pela liberação do aborto. Infelizmente, eles votaram com agulhas de tricô.
Por fim, sobre a questão a respeito do casamento entre homossexuais, é dificilmente compreensível que ela não esteja na pauta do debate eleitoral. Sua proibição estigmatiza uma parcela da população e cria constrangimentos sociais que nunca poderiam ser aceitos por uma sociedade que luta pela efetivação de princípios igualitários.
VLADIMIR SAFATLE é professor no departamento de filosofia da USP
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Prezados cidadãos Ciganos Brasileiros
Prezados Cidadãos Ciganos Brasileiros,
Hoje, com o propósito de trabalhar em defesa dos direitos das comunidades Ciganas, reunimos 5 Associações coirmãs:
UCB – União Cigana do Brasil - do Rio de Janeiro,
APRECI – Associação de Preservação da Cultura Cigana – do Paraná,
CERCI – Centro de Estudos e Resgate da Cultura Cigana – São Paulo,
CCCB – Coletivo de Ciganos Calon do Brasil – São Paulo e
ABRACIPR – Associação Brasileira dos Ciganos no Paraná,
e lançamos uma bandeira de união, para atingir os melhores propósitos para o nosso povo Cigano:
“ CIGA – NOS, PELA LIBERDADE E INDEPENDENCIA DAS COMUNIDADES CIGANAS BRASILEIRAS.”
A proposta é, discutir e propor ações coletivas das comunidades Ciganas que visem afirmar nosso meio de vida, nômades ou sedentários, respeitando nossa cultura, os direitos individuais e coletivos, a profissão de fé livre, de escolha democrática em suas preferências políticas e, dentro das Leis que regem o nosso País, respeitando a Constituição Brasileira, lutar pelo bem mais precioso que norteia a filosofia de vida Cigana, a LIBERDADE.
Para tanto, não elegemos uma liderança. Não temos uma chefia. Nomeamos somente um coordenador de trabalhos, que não tem poder de decisão. Tem somente a obrigação de coordenar as atividades de todos, organizando reuniões, debates e levando a todos as mais diversas opiniões e, ao final do debate, dar conhecimento a todos da resolução coletiva da proposta apresentada.
Entendemos que, cada comunidade, cada acampamento Cigano tem sua própria liderança, que deve ser ouvida e respeitada. Cada acampamento tem a sua liderança nata, aceita por sua comunidade, que exerce a liderança em nome daqueles cidadãos.
Não podemos continuar como hoje, onde uma entidade que deveria defender, propor e exigir ações afirmativas e dar visibilidade ao povo Cigano, faça exatamente o contrário.
Tomem como exemplo o Estatuto da Igualdade Racial, recentemente aprovado pelo Governo Brasileiro.
Em sua redação inicial, os Ciganos eram citados em 02 (dois) artigos. Muito pouco para nossas inúmeras necessidades, mas pelo menos, os dois artigos afirmavam que nós – os Ciganos – existíamos. Pois a nossa representação no governo foi tão omissa que foi aprovada a nova redação sem citar, uma só vez, o povo Cigano. No Estatuto da Igualdade Racial, Ciganos não existem.
E não adianta esta mesma representação ficar propalando que trabalhou para dar maior visibilidade ao povo Cigano. O resultado do Estatuto aprovado pelo governo nos prova que aconteceu exatamente o contrário. Que a pequena visibilidade conseguida, foi jogada fora por omissão e desleixo da incompetência.
Também as propostas que compõem a famigerada cartilha dos direitos Ciganos. Propostas sugadas da luta de Cláudio Iovanovitchi, da APRECI do Paraná em propostas anteriores.
Durante a Plenária de Comunidades Tradicionais, em Brasília, a ABRACIPR, em nome do Grupo dos 5, apresentou mais de 40 (quarenta) propostas a Plenária, com projeção de slaides, leitura detalhada e aprovadas por todos os presentes. A apresentação mereceu elogios da mesa organizadora e, ao final da apresentação, foi entregue o CD contendo as propostas aprovadas, aos senhores relatores. Como por “milagre”, sumiram todas as propostas aprovadas e restaram somente as 29 da representante do Conselho, constituindo-se em absurdo crime para com os interesses das comunidades Ciganas. As propostas foram apresentadas em nome de diversas comunidades Ciganas, ações concretas de interesse do povo Cigano e foram aprovadas por uma Plenária de Ciganos. Como sumiram? Por manipulação política com o único objetivo de preservar a vaidade pessoal e a falsa representação Cigana.
Diante dos acontecimentos, aproveitam a oportunidade e dizem que, nós, Ciganos, brigamos entre nós e por isso temos que ser liderados.
A afirmativa é absurdamente infeliz. Seria afirmar que o povo brasileiro é briguento porque está discutindo o momento político do país. Seria negar o processo democrático de se discutir idéias e continuar seguindo os currais estabelecidos na antiguidade e que, lamentavelmente, ainda existem.
Os Ciganos brigam sim. Discutem idéias e aprovam o que for de melhor para sua comunidade ou seu acampamento. Mas a tal líder não quer que isso aconteça. Quer impor idéias e conceitos que interessam a outros e que, em nada ajudam os Ciganos.
Basta Ciganos! Não precisamos de falsos líderes. Como não precisamos de falsos profetas.
Somos um povo livre.
Vamos discutir as idéias e aprovar o que for melhor para o nosso povo.
Chega de mentiras. O que foi feito pela educação das nossas crianças?
Se o pai e a mãe não educarem, outros não fazem.
O que foi feito pela nossa saúde?
Se não pagar o médico, ninguém nos atende.
O que foi feito pela nossa identidade, por nossos direitos sociais – bolsa família e outros – ou pelo direito ao trabalho? Nada! Absolutamente, nada.
Ah, mas temos o Dia do Cigano. Que beleza.
Todo dia é o dia do Cigano.
Do Cigano com fome. Do Cigano pobre. Do Cigano analfabeto. Do Cigano doente.
Comemorar o que?
O Dia do Cigano, quando eles convidam meia dúzia de puxa sacos, levam de avião pra Brasília e no dia seguinte, depois do café da manhã, mandam de volta para suas casas?
É pouco, muito pouco.
Nós queremos mais.
Queremos nossos direitos como qualquer cidadão brasileiro.
Não nos interessa confronto com o Governo Brasileiro, nem com suas entidades constituídas. Queremos o direito de propor ações concretas de melhorias para o cidadão Cigano Brasileiro. Propor e ser ouvido. Ser ouvido e atendido nas propostas dos direitos constitucionais.
Saúde, educação, trabalho e respeito as nossas culturas e conhecimentos.
Por tudo isso, irmãos Ciganos, é que pedimos que se junte a nós em nossa luta, em defesa de nossa bandeira:
" CIGA-NOS, PELA LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA DAS COMUNIDADES CIGANAS BRASILEIRAS"
Contamos com sua adesão. Mande-nos um e-mail de apoio a nossa bandeira e estaremos incluindo o seu nome junto aos 5 que tomaram esta iniciativa.
abracipr@hotmail.com
Caminhemos juntos rumo a liberdade e independência do povo Cigano Brasileiro.
Em defesa da educação, da saúde, da aposentadoria dos nossos velhos, do espaço garantido para montar nossos acampamentos, da oportunidade e direito de exercer nosso trabalho, do respeito para com nossa cultura, do Cidadão Cigano Brasileiro.
Hoje, com o propósito de trabalhar em defesa dos direitos das comunidades Ciganas, reunimos 5 Associações coirmãs:
UCB – União Cigana do Brasil - do Rio de Janeiro,
APRECI – Associação de Preservação da Cultura Cigana – do Paraná,
CERCI – Centro de Estudos e Resgate da Cultura Cigana – São Paulo,
CCCB – Coletivo de Ciganos Calon do Brasil – São Paulo e
ABRACIPR – Associação Brasileira dos Ciganos no Paraná,
e lançamos uma bandeira de união, para atingir os melhores propósitos para o nosso povo Cigano:
“ CIGA – NOS, PELA LIBERDADE E INDEPENDENCIA DAS COMUNIDADES CIGANAS BRASILEIRAS.”
A proposta é, discutir e propor ações coletivas das comunidades Ciganas que visem afirmar nosso meio de vida, nômades ou sedentários, respeitando nossa cultura, os direitos individuais e coletivos, a profissão de fé livre, de escolha democrática em suas preferências políticas e, dentro das Leis que regem o nosso País, respeitando a Constituição Brasileira, lutar pelo bem mais precioso que norteia a filosofia de vida Cigana, a LIBERDADE.
Para tanto, não elegemos uma liderança. Não temos uma chefia. Nomeamos somente um coordenador de trabalhos, que não tem poder de decisão. Tem somente a obrigação de coordenar as atividades de todos, organizando reuniões, debates e levando a todos as mais diversas opiniões e, ao final do debate, dar conhecimento a todos da resolução coletiva da proposta apresentada.
Entendemos que, cada comunidade, cada acampamento Cigano tem sua própria liderança, que deve ser ouvida e respeitada. Cada acampamento tem a sua liderança nata, aceita por sua comunidade, que exerce a liderança em nome daqueles cidadãos.
Não podemos continuar como hoje, onde uma entidade que deveria defender, propor e exigir ações afirmativas e dar visibilidade ao povo Cigano, faça exatamente o contrário.
Tomem como exemplo o Estatuto da Igualdade Racial, recentemente aprovado pelo Governo Brasileiro.
Em sua redação inicial, os Ciganos eram citados em 02 (dois) artigos. Muito pouco para nossas inúmeras necessidades, mas pelo menos, os dois artigos afirmavam que nós – os Ciganos – existíamos. Pois a nossa representação no governo foi tão omissa que foi aprovada a nova redação sem citar, uma só vez, o povo Cigano. No Estatuto da Igualdade Racial, Ciganos não existem.
E não adianta esta mesma representação ficar propalando que trabalhou para dar maior visibilidade ao povo Cigano. O resultado do Estatuto aprovado pelo governo nos prova que aconteceu exatamente o contrário. Que a pequena visibilidade conseguida, foi jogada fora por omissão e desleixo da incompetência.
Também as propostas que compõem a famigerada cartilha dos direitos Ciganos. Propostas sugadas da luta de Cláudio Iovanovitchi, da APRECI do Paraná em propostas anteriores.
Durante a Plenária de Comunidades Tradicionais, em Brasília, a ABRACIPR, em nome do Grupo dos 5, apresentou mais de 40 (quarenta) propostas a Plenária, com projeção de slaides, leitura detalhada e aprovadas por todos os presentes. A apresentação mereceu elogios da mesa organizadora e, ao final da apresentação, foi entregue o CD contendo as propostas aprovadas, aos senhores relatores. Como por “milagre”, sumiram todas as propostas aprovadas e restaram somente as 29 da representante do Conselho, constituindo-se em absurdo crime para com os interesses das comunidades Ciganas. As propostas foram apresentadas em nome de diversas comunidades Ciganas, ações concretas de interesse do povo Cigano e foram aprovadas por uma Plenária de Ciganos. Como sumiram? Por manipulação política com o único objetivo de preservar a vaidade pessoal e a falsa representação Cigana.
Diante dos acontecimentos, aproveitam a oportunidade e dizem que, nós, Ciganos, brigamos entre nós e por isso temos que ser liderados.
A afirmativa é absurdamente infeliz. Seria afirmar que o povo brasileiro é briguento porque está discutindo o momento político do país. Seria negar o processo democrático de se discutir idéias e continuar seguindo os currais estabelecidos na antiguidade e que, lamentavelmente, ainda existem.
Os Ciganos brigam sim. Discutem idéias e aprovam o que for de melhor para sua comunidade ou seu acampamento. Mas a tal líder não quer que isso aconteça. Quer impor idéias e conceitos que interessam a outros e que, em nada ajudam os Ciganos.
Basta Ciganos! Não precisamos de falsos líderes. Como não precisamos de falsos profetas.
Somos um povo livre.
Vamos discutir as idéias e aprovar o que for melhor para o nosso povo.
Chega de mentiras. O que foi feito pela educação das nossas crianças?
Se o pai e a mãe não educarem, outros não fazem.
O que foi feito pela nossa saúde?
Se não pagar o médico, ninguém nos atende.
O que foi feito pela nossa identidade, por nossos direitos sociais – bolsa família e outros – ou pelo direito ao trabalho? Nada! Absolutamente, nada.
Ah, mas temos o Dia do Cigano. Que beleza.
Todo dia é o dia do Cigano.
Do Cigano com fome. Do Cigano pobre. Do Cigano analfabeto. Do Cigano doente.
Comemorar o que?
O Dia do Cigano, quando eles convidam meia dúzia de puxa sacos, levam de avião pra Brasília e no dia seguinte, depois do café da manhã, mandam de volta para suas casas?
É pouco, muito pouco.
Nós queremos mais.
Queremos nossos direitos como qualquer cidadão brasileiro.
Não nos interessa confronto com o Governo Brasileiro, nem com suas entidades constituídas. Queremos o direito de propor ações concretas de melhorias para o cidadão Cigano Brasileiro. Propor e ser ouvido. Ser ouvido e atendido nas propostas dos direitos constitucionais.
Saúde, educação, trabalho e respeito as nossas culturas e conhecimentos.
Por tudo isso, irmãos Ciganos, é que pedimos que se junte a nós em nossa luta, em defesa de nossa bandeira:
" CIGA-NOS, PELA LIBERDADE E INDEPENDÊNCIA DAS COMUNIDADES CIGANAS BRASILEIRAS"
Contamos com sua adesão. Mande-nos um e-mail de apoio a nossa bandeira e estaremos incluindo o seu nome junto aos 5 que tomaram esta iniciativa.
abracipr@hotmail.com
Caminhemos juntos rumo a liberdade e independência do povo Cigano Brasileiro.
Em defesa da educação, da saúde, da aposentadoria dos nossos velhos, do espaço garantido para montar nossos acampamentos, da oportunidade e direito de exercer nosso trabalho, do respeito para com nossa cultura, do Cidadão Cigano Brasileiro.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
cahiers de psychologie politique
Estimado(a) colega :
El n°17 de los Cahiers de psychologie politique est disponible en la direccion électronica siguiente
http://lodel.irevues.inist.fr/cahierspsychologiepolitique/index.php?id=1667
Bien cordialemente,
Por el comite de rédaccion de los CPP
Cahiers de psychologie politique n°17
Sommaire du numéro 17 2010
Editorial
Alexandre Dorna
Y-a-t-il encore une place pour la littérature dans les sciences humaines et sociales ?
Articles
Jacques Le Bourgeois
La propagande du régime militaire chilien de 1973 à 1989
Didier Courbet
Médias, propagandes et démocraties : les apports de Jean-Léon Beauvois aux sciences sociales et aux sciences de la communication
Arnaud Coutant
Tocqueville, un penseur républicain
Bernard Gangloff
Utilité et désirabilité d'informations normatives sur des subordonnés et des collègues de travail
Michèle Ansart-Dourlen
Réflexions : révolte et morale (Koestler et Camus)
Alain Policar
Néoténie, croyance et naturalisme
Adela Garzón Pérez et Ronald C. Dillehay
Political psychology in spain
Ecrits venus d’ailleurs
Daniel Eskibel
Los modelos de decisión de voto
Martín G. Aguilar-Sánchez
Formes de l’autoritarisme au Mexique : les cas des États de Veracruz et Tabasco.
Gustavo Jimenez-Lagos
Whispering Sadness
The case of the Patagonian Indian Human Zoo
In Paris and Berlin in 1881
Dossier : litterature et politique
Emilia Ndiaye
Dossier littérature et politique : présentation
Jean-Gérard Lapacherie
Littérature n’est plus politique
Géraldi Leroy
Simone Weil face aux États totalitaires
Karine Gros
Eléments d’introduction à l’influence du politique dans les genres littéraires au XIX siècle
Alexandre Duclos
Lecture critique de La pensée captive
Laura Fournier-Finocchiaro
Littérature et formation politique des patriotes italiens au XIXe siècle
Pierre Karinthy
La politique dans l’art de Frigyes Karinthy
Emilia Ndiaye
Théâtre et politique Entretien avec Arthur Nauzyciel autour de sa mise en scène de Julius Caesar de Shakespeare
Magdalena Indries
Un empereur lettré. Les Mémoires d’Hadrien de Marguerite Yourcenar
Documents
Alain : La mythologie humaine
Émile Durkheim (1914) : “ Une confrontation entre bergsonisme et sociologisme: le progrès moral et la dynamique sociale”
Max Weber : Essais sur la théorie de la science
Lectures et relectures
Adam Kiss
Jacques Pous, La tentation totalitaire. Essai sur les totalitarismes de la transcendance.
Paris : L’Harmattan, 2009
Pierre Ansart
Pierre Fougeyrollas, de la Philosophie à la Psychologie politique
Alexandre Dorna
Luis de Miranda, L’art d’être libres au temps des automates.
Ed Max Milo. 2010
Daniel Morfouace
Sophie Wahnich, Les émotions, la Révolution française et le présent. Exercices pratiques de conscience historique.
CNRS éditions, Paris, 2009.
Alain Simon
Daniel Anthony, De la république et de la citoyenneté. Le défi démocratique dans la France du XXIe siècle.
Les éditions du Sekoya, 2009
Raphaël Dargent, De Gaulle. Portrait en douze tableaux d’Histoire de France.
Editions Jean-Paul Bayol, 2009
Jean Moreau
Jacques Demorgon, Déjouer l’inhumain. Avec Edgar Morin
Préface de Jacques Cortes
Editions Economica-Anthropos, 45, rue Héricart, 75015 Paris
Alexandre Dorna
André Lévy, Penser l'événement. Pour une psychosociologie critique.
Parangon.
Alexandre Dorna
Miklos Bokor, Paul Wiener, Peut-on en finir avec Hitler ?
Collection Psychologie politique. L’Harmattan 2010
María Paz Martín Martín
E. Crespo, C. Prieto et A. Serrano (coords.), Trabajo, subjetividad y ciudadanía. Paradojas del empleo en una sociedad en transformación.
Madrid, Editorial Complutense. (2009)
Alexandre Duclos
Baruch Spinoza, Tractatus theologico-politicus
Alain Deniau(1)
Georges Zimra, Résister à la servitude.
Berg International Éditeurs. Collection Dissonances, 2009
--
Marco Aurélio Máximo Prado
Núcleo Psicologia Política - NPP
www.fafich.ufmg.br/npp
Núcleo Direitos Humanos e Cidadania LGBT - NUH
www.fafich.ufmg.br/nuh
Universidade Federal de Minas Gerais
El n°17 de los Cahiers de psychologie politique est disponible en la direccion électronica siguiente
http://lodel.irevues.inist.fr/cahierspsychologiepolitique/index.php?id=1667
Bien cordialemente,
Por el comite de rédaccion de los CPP
Cahiers de psychologie politique n°17
Sommaire du numéro 17 2010
Editorial
Alexandre Dorna
Y-a-t-il encore une place pour la littérature dans les sciences humaines et sociales ?
Articles
Jacques Le Bourgeois
La propagande du régime militaire chilien de 1973 à 1989
Didier Courbet
Médias, propagandes et démocraties : les apports de Jean-Léon Beauvois aux sciences sociales et aux sciences de la communication
Arnaud Coutant
Tocqueville, un penseur républicain
Bernard Gangloff
Utilité et désirabilité d'informations normatives sur des subordonnés et des collègues de travail
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Political psychology in spain
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Los modelos de decisión de voto
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The case of the Patagonian Indian Human Zoo
In Paris and Berlin in 1881
Dossier : litterature et politique
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Dossier littérature et politique : présentation
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Documents
Alain : La mythologie humaine
Émile Durkheim (1914) : “ Une confrontation entre bergsonisme et sociologisme: le progrès moral et la dynamique sociale”
Max Weber : Essais sur la théorie de la science
Lectures et relectures
Adam Kiss
Jacques Pous, La tentation totalitaire. Essai sur les totalitarismes de la transcendance.
Paris : L’Harmattan, 2009
Pierre Ansart
Pierre Fougeyrollas, de la Philosophie à la Psychologie politique
Alexandre Dorna
Luis de Miranda, L’art d’être libres au temps des automates.
Ed Max Milo. 2010
Daniel Morfouace
Sophie Wahnich, Les émotions, la Révolution française et le présent. Exercices pratiques de conscience historique.
CNRS éditions, Paris, 2009.
Alain Simon
Daniel Anthony, De la république et de la citoyenneté. Le défi démocratique dans la France du XXIe siècle.
Les éditions du Sekoya, 2009
Raphaël Dargent, De Gaulle. Portrait en douze tableaux d’Histoire de France.
Editions Jean-Paul Bayol, 2009
Jean Moreau
Jacques Demorgon, Déjouer l’inhumain. Avec Edgar Morin
Préface de Jacques Cortes
Editions Economica-Anthropos, 45, rue Héricart, 75015 Paris
Alexandre Dorna
André Lévy, Penser l'événement. Pour une psychosociologie critique.
Parangon.
Alexandre Dorna
Miklos Bokor, Paul Wiener, Peut-on en finir avec Hitler ?
Collection Psychologie politique. L’Harmattan 2010
María Paz Martín Martín
E. Crespo, C. Prieto et A. Serrano (coords.), Trabajo, subjetividad y ciudadanía. Paradojas del empleo en una sociedad en transformación.
Madrid, Editorial Complutense. (2009)
Alexandre Duclos
Baruch Spinoza, Tractatus theologico-politicus
Alain Deniau(1)
Georges Zimra, Résister à la servitude.
Berg International Éditeurs. Collection Dissonances, 2009
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Marco Aurélio Máximo Prado
Núcleo Psicologia Política - NPP
www.fafich.ufmg.br/npp
Núcleo Direitos Humanos e Cidadania LGBT - NUH
www.fafich.ufmg.br/nuh
Universidade Federal de Minas Gerais
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Feminismos e experiências TRANS
Feminismos e experiências TRANS
Los puentes entre el feminismo – como movimiento y como teoría – y las reivindicaciones de los hoy denominados ‘movimientos LGBT’ son inestables y se tienden en medio de conflictos. En el caso del feminismo y los movimientos y experiencias transgeneristas, transexuales e intersexuales, los conflictos no son callejones sin salida, sino que representan posibilidades productivas para una y otra parte.
En entrevista con el CLAM, la antropóloga, Andrea García Becerra, ella misma transexual, habla de estas relaciones tomando como punto de partida su tesis de maestría sobre mujeres transgeneristas en Bogotá.
¿Cuáles son las relaciones entre las prácticas políticas de los movimientos de gays, lesbianas, bisexuales y transgeneristas y las teorías feministas?
Podríamos señalar convergencias y contribuciones del feminismo a estos movimientos. Las teorías feministas hicieron un aporte fundamental a las luchas políticas de gays, lesbianas, ‘trans’ y bisexuales, con su crítica a la heterosexualidad obligatoria, entendida no sólo como práctica sexual sino, como Monique Wittig propone, como una estructura institucional, cultural y normativa.
Las críticas feministas también han nutrido las prácticas políticas de estos movimientos sexuales al cuestionar la naturalización de las identidades sexuales y de género, de los cuerpos, de las estéticas y de los roles sexuales. Para los movimientos y experiencias asociadas al transgenerismo, la transexualidad y la intersexualidad, la crítica del binarismo sexual ha sido fundamental.
Con el feminismo radical de los años setenta, en consignas como ‘lo personal es político’, vemos cómo el feminismo ha permitido politizar el cuerpo, los deseos, la sexualidad y poner en el debate público asuntos que se consideraban personales, privados y sin relación con las instituciones sociales. Esa politización también ha sido importante para los movimientos LGBT y de manera especial para las personas trans, que reivindicamos la autonomía en la construcción de nuestros cuerpos.
¿Cómo son apropiadas las teorías feministas en los movimientos LGBT?
Creo que en los contextos de la militancia gay los aportes del feminismo no son muy reconocidos. Quizá son las mujeres lesbianas quienes han dialogado de forma más directa con el feminismo, puesto que han desempeñado en él un papel protagónico; sobre todo en el feminismo contemporáneo, aunque también en el de los años setenta y ochenta. Varias mujeres lesbianas y movimientos lésbicos se identifican como feministas.
Por su parte, los espacios trans colombianos están distanciados del feminismo. Pocas veces se identifican en esos escenarios iniciativas de apropiación o de interés por las teorías feministas. En ocasiones el feminismo es visto como una teoría y una práctica política que está suscrita, únicamente, a las experiencias de mujeres ‘biológicas’ y heterosexuales. Las experiencias trans y las reivindicaciones de las mujeres feministas entran incluso en conflicto frecuentemente.
Sin embargo, creo que las teorías feministas tienen mucho que aportar a los procesos de construcción de cuerpo y de identidad trans, así como a las experiencias que se sitúan por fuera de ciertas normas de asignación de sexo y de género. La teoría feminista también es una teoría política sobre la construcción de los cuerpos y, en esa medida, permite abordar las experiencias trans, las intervenciones corporales, los cambios en el sexo y en el género. Esto ha sido señalado por autoras clásicas y contemporáneas.
En tanto las ‘experiencias trans’ están en la búsqueda de una autonomía sobre el cuerpo y sobre la construcción de las identidades, tienen un fuerte sustrato o ‘intuición’ feminista.
No obstante, existen prácticas trans que chocan con postulados feministas. Nuestras búsquedas como mujeres trans en ocasiones reproducen modelos de género que el feminismo viene cuestionando desde hace muchos años y que se ven reflejados en cánones estéticos, cánones éticos y cánones corporales. Las personas trans a veces reivindicamos una imagen ‘trasnochada’ o ‘políticamente incorrecta’ de ser mujer, cuando asumimos la imagen de la mujer ‘entaconada’, con grandes tetas y con cuerpos construidos para el deseo masculino.
Sin embargo, pese a que la obsesión por encarnar el canon reproduce la norma, es necesario entender que también es una estrategia de supervivencia en un contexto marcado por el binarismo sexual y de género.
¿Cómo afecta esa tensión a las ‘experiencias trans’ y al feminismo?
Considero importante reconocer el carácter productivo de este choque a nivel político: genera procesos críticos de un lado y de otro. Esto lo digo desde mi propia experiencia como mujer trans feminista, yo me siento atraída por modelos hegemónicos de lo femenino respecto a los roles, las estéticas, los cuerpos, las relaciones sociales y el parentesco; pero para las mujeres transexuales esos modelos no tienen el mismo sentido que tienen para las ‘mujeres’ a secas. Esta cuestión sugiere que tales experiencias de lo femenino no son reproductoras o transgresoras del modelo en sí sino que configuran un espacio de tensión.
Si ciertas prácticas de femineidad son a la vez opresoras para muchas mujeres y liberadoras para nosotras, esto se debe a que se inscriben en proyectos políticos de autonomía sobre el cuerpo diferentes. En todo caso creo que es simplista concebir de manera anticipada las experiencias trans como esencialistas y reproductoras del modelo o como transgresoras del mismo, justamente porque se mueven en ambas direcciones. Este es un espacio de tensión donde se recrean esas contradicciones entre la reproducción y la trasgresión, entre la crítica y la actualización de esquemas jerárquicos.
El feminismo me parece un campo tan amplio y tan autocrítico que incluso esta contradicción tiene cabida. Precisamente, mi reflexión y mi experiencia como mujer trans y feminista se centra en esa tensión, que es productiva teórica y políticamente. Esta mirada sobre la experiencia trans se relaciona con voces feministas disidentes con respecto al feminismo canónico, que cuestionaron algunos de sus principios básicos, como la universalidad de la categoría ‘mujer’. Pienso esto a propósito de los postulados de feministas negras, feministas lesbianas, feministas indígenas, feministas mestizas, de la frontera o, más contemporáneamente, de las feministas prostitutas y de las actrices porno. Ellas han hablado desde otros lugares, haciendo preguntas y críticas al feminismo eurocentrado, nortecentrado, blanco y de clase media, que también ha impuesto cánones epistemológicos, éticos y estéticos.
Esto también nos recuerda la relación que estableció en algún momento el feminismo canónico con las mujeres del ‘tercer mundo’, o con las prostitutas, a quienes consideraba víctimas del patriarcado a las que era preciso salvar. Sin embargo, desde esos lugares de ‘dominación’ se llevaron a cabo acciones y se emitieron discursos críticos feministas que hicieron grandes aportes. Por esto, creo que en el feminismo hay lugar para pensar la experiencia trans con esa tensión entre reproducción y transgresión del modelo.
¿Cómo se articulan agendas políticas entre movimientos y experiencias LGBT y movimientos feministas?
La articulación entre estos movimientos ha sido evidente en el caso de mujeres lesbianas y mujeres feministas quienes se han movilizado en torno a asuntos como la despenalización del aborto. Este ejemplo nos permite preguntarnos si son posibles alianzas con el feminismo que vayan más allá de una ligazón a la condición de mujeres.
En lo que atañe a alianzas entre ‘las feministas’ y sectores LGBT que consideren a los grupos y ‘personas trans’, es necesario recordar que las luchas de las personas transexuales, trasgeneristas e intersexuales no siempre han estado acompañadas por el movimiento hoy llamado LGBT.
El movimiento feminista y su teoría tienen una visión más holística, más amplia del cuerpo y de la sexualidad. De hecho, considero que las feministas se han preocupado por incluir en sus agendas temas de diversidad sexual más de lo que se han preocupado los movimientos LGBT por incluir en las suyas temas de género. En las agendas políticas LGBT están ausentes temas como el aborto, la píldora del día después o la violencia contra las mujeres.
Es notable la insularidad de algunas luchas y la limitación de agendas muy específicas. Creo que en Colombia hace falta más diálogo entre los movimientos LGBT y otros movimientos sociales, no sólo el feminista. Vale la pena pensarse como un conjunto ‘excéntrico’, en el sentido planteado por Teresa de Lauretis, es decir, identificarse con proyectos más amplios, con otros grupos que también han sido marginados. Si los sectores LGBT dialogan poco con los movimientos de mujeres mucho menos lo hacen con poblaciones negras, indígenas o sectores populares.
¿Cómo ve el debate clásico sobre el sujeto político del feminismo respecto a la experiencia trans?
Lo primero que podría decir es que no hay un vínculo automático y directo entre las experiencias de ‘mujeres trans’ y las de mujeres feministas, así como tampoco hay una vinculación automática entre mujeres y feminismo, ni tiene por qué haberlo.
Para empezar, no tenemos la autoridad para decirle a las mujeres feministas que nos acepten en sus espacios políticos simplemente porque somos ‘trans’, por tomar hormonas, por ponernos tetas o por usar tacones. Si bien ese es un vínculo posible, y para algunas deseable, en todo caso necesita mediaciones. Es necesario pensar que esa articulación debe pasar por filtros críticos que nos permitan establecer alianzas como sujetos políticos y como personas. Cabe decir, además, que también es necesario establecer espacios de autonomía para ambos grupos. En algunos espacios las ‘mujeres trans’ queremos conversar entre nosotras, no queremos a gays, ni a sexólogos, ni a feministas, ni a etnólogas... Y eso no es excluyente, como a veces se afirma. Es una necesidad de buscar espacios autónomos.
¿Qué le aportan las experiencias trans al feminismo?
Las experiencias trans son un ejemplo encarnado de muchos de sus postulados, como “una no nace mujer, una llega a serlo”, ‘lo personal es político’ o ‘mi cuerpo me pertenece’. También encarnamos de forma explícita la máxima fundante y vigente del feminismo que Simone de Beauvoir propuso en 1949 en el Segundo Sexo: “Ningún destino biológico, síquico o económico define la figura que reviste en el seno de la sociedad la hembra humana”.
Además, hacemos contribuciones a debates centrales del feminismo, porque el feminismo se nutre de debates y de críticas que surgen en su interior y en su exterior. Considero que el feminismo es una práctica autocrítica y las ‘experiencias trans’ le aportan algo central: problemas, conflictos y malestares en el género.
Publicada em: 12/08/2010 às 12:00 entrevista
Publicada em: 12/08/2010
Los puentes entre el feminismo – como movimiento y como teoría – y las reivindicaciones de los hoy denominados ‘movimientos LGBT’ son inestables y se tienden en medio de conflictos. En el caso del feminismo y los movimientos y experiencias transgeneristas, transexuales e intersexuales, los conflictos no son callejones sin salida, sino que representan posibilidades productivas para una y otra parte.
En entrevista con el CLAM, la antropóloga, Andrea García Becerra, ella misma transexual, habla de estas relaciones tomando como punto de partida su tesis de maestría sobre mujeres transgeneristas en Bogotá.
¿Cuáles son las relaciones entre las prácticas políticas de los movimientos de gays, lesbianas, bisexuales y transgeneristas y las teorías feministas?
Podríamos señalar convergencias y contribuciones del feminismo a estos movimientos. Las teorías feministas hicieron un aporte fundamental a las luchas políticas de gays, lesbianas, ‘trans’ y bisexuales, con su crítica a la heterosexualidad obligatoria, entendida no sólo como práctica sexual sino, como Monique Wittig propone, como una estructura institucional, cultural y normativa.
Las críticas feministas también han nutrido las prácticas políticas de estos movimientos sexuales al cuestionar la naturalización de las identidades sexuales y de género, de los cuerpos, de las estéticas y de los roles sexuales. Para los movimientos y experiencias asociadas al transgenerismo, la transexualidad y la intersexualidad, la crítica del binarismo sexual ha sido fundamental.
Con el feminismo radical de los años setenta, en consignas como ‘lo personal es político’, vemos cómo el feminismo ha permitido politizar el cuerpo, los deseos, la sexualidad y poner en el debate público asuntos que se consideraban personales, privados y sin relación con las instituciones sociales. Esa politización también ha sido importante para los movimientos LGBT y de manera especial para las personas trans, que reivindicamos la autonomía en la construcción de nuestros cuerpos.
¿Cómo son apropiadas las teorías feministas en los movimientos LGBT?
Creo que en los contextos de la militancia gay los aportes del feminismo no son muy reconocidos. Quizá son las mujeres lesbianas quienes han dialogado de forma más directa con el feminismo, puesto que han desempeñado en él un papel protagónico; sobre todo en el feminismo contemporáneo, aunque también en el de los años setenta y ochenta. Varias mujeres lesbianas y movimientos lésbicos se identifican como feministas.
Por su parte, los espacios trans colombianos están distanciados del feminismo. Pocas veces se identifican en esos escenarios iniciativas de apropiación o de interés por las teorías feministas. En ocasiones el feminismo es visto como una teoría y una práctica política que está suscrita, únicamente, a las experiencias de mujeres ‘biológicas’ y heterosexuales. Las experiencias trans y las reivindicaciones de las mujeres feministas entran incluso en conflicto frecuentemente.
Sin embargo, creo que las teorías feministas tienen mucho que aportar a los procesos de construcción de cuerpo y de identidad trans, así como a las experiencias que se sitúan por fuera de ciertas normas de asignación de sexo y de género. La teoría feminista también es una teoría política sobre la construcción de los cuerpos y, en esa medida, permite abordar las experiencias trans, las intervenciones corporales, los cambios en el sexo y en el género. Esto ha sido señalado por autoras clásicas y contemporáneas.
En tanto las ‘experiencias trans’ están en la búsqueda de una autonomía sobre el cuerpo y sobre la construcción de las identidades, tienen un fuerte sustrato o ‘intuición’ feminista.
No obstante, existen prácticas trans que chocan con postulados feministas. Nuestras búsquedas como mujeres trans en ocasiones reproducen modelos de género que el feminismo viene cuestionando desde hace muchos años y que se ven reflejados en cánones estéticos, cánones éticos y cánones corporales. Las personas trans a veces reivindicamos una imagen ‘trasnochada’ o ‘políticamente incorrecta’ de ser mujer, cuando asumimos la imagen de la mujer ‘entaconada’, con grandes tetas y con cuerpos construidos para el deseo masculino.
Sin embargo, pese a que la obsesión por encarnar el canon reproduce la norma, es necesario entender que también es una estrategia de supervivencia en un contexto marcado por el binarismo sexual y de género.
¿Cómo afecta esa tensión a las ‘experiencias trans’ y al feminismo?
Considero importante reconocer el carácter productivo de este choque a nivel político: genera procesos críticos de un lado y de otro. Esto lo digo desde mi propia experiencia como mujer trans feminista, yo me siento atraída por modelos hegemónicos de lo femenino respecto a los roles, las estéticas, los cuerpos, las relaciones sociales y el parentesco; pero para las mujeres transexuales esos modelos no tienen el mismo sentido que tienen para las ‘mujeres’ a secas. Esta cuestión sugiere que tales experiencias de lo femenino no son reproductoras o transgresoras del modelo en sí sino que configuran un espacio de tensión.
Si ciertas prácticas de femineidad son a la vez opresoras para muchas mujeres y liberadoras para nosotras, esto se debe a que se inscriben en proyectos políticos de autonomía sobre el cuerpo diferentes. En todo caso creo que es simplista concebir de manera anticipada las experiencias trans como esencialistas y reproductoras del modelo o como transgresoras del mismo, justamente porque se mueven en ambas direcciones. Este es un espacio de tensión donde se recrean esas contradicciones entre la reproducción y la trasgresión, entre la crítica y la actualización de esquemas jerárquicos.
El feminismo me parece un campo tan amplio y tan autocrítico que incluso esta contradicción tiene cabida. Precisamente, mi reflexión y mi experiencia como mujer trans y feminista se centra en esa tensión, que es productiva teórica y políticamente. Esta mirada sobre la experiencia trans se relaciona con voces feministas disidentes con respecto al feminismo canónico, que cuestionaron algunos de sus principios básicos, como la universalidad de la categoría ‘mujer’. Pienso esto a propósito de los postulados de feministas negras, feministas lesbianas, feministas indígenas, feministas mestizas, de la frontera o, más contemporáneamente, de las feministas prostitutas y de las actrices porno. Ellas han hablado desde otros lugares, haciendo preguntas y críticas al feminismo eurocentrado, nortecentrado, blanco y de clase media, que también ha impuesto cánones epistemológicos, éticos y estéticos.
Esto también nos recuerda la relación que estableció en algún momento el feminismo canónico con las mujeres del ‘tercer mundo’, o con las prostitutas, a quienes consideraba víctimas del patriarcado a las que era preciso salvar. Sin embargo, desde esos lugares de ‘dominación’ se llevaron a cabo acciones y se emitieron discursos críticos feministas que hicieron grandes aportes. Por esto, creo que en el feminismo hay lugar para pensar la experiencia trans con esa tensión entre reproducción y transgresión del modelo.
¿Cómo se articulan agendas políticas entre movimientos y experiencias LGBT y movimientos feministas?
La articulación entre estos movimientos ha sido evidente en el caso de mujeres lesbianas y mujeres feministas quienes se han movilizado en torno a asuntos como la despenalización del aborto. Este ejemplo nos permite preguntarnos si son posibles alianzas con el feminismo que vayan más allá de una ligazón a la condición de mujeres.
En lo que atañe a alianzas entre ‘las feministas’ y sectores LGBT que consideren a los grupos y ‘personas trans’, es necesario recordar que las luchas de las personas transexuales, trasgeneristas e intersexuales no siempre han estado acompañadas por el movimiento hoy llamado LGBT.
El movimiento feminista y su teoría tienen una visión más holística, más amplia del cuerpo y de la sexualidad. De hecho, considero que las feministas se han preocupado por incluir en sus agendas temas de diversidad sexual más de lo que se han preocupado los movimientos LGBT por incluir en las suyas temas de género. En las agendas políticas LGBT están ausentes temas como el aborto, la píldora del día después o la violencia contra las mujeres.
Es notable la insularidad de algunas luchas y la limitación de agendas muy específicas. Creo que en Colombia hace falta más diálogo entre los movimientos LGBT y otros movimientos sociales, no sólo el feminista. Vale la pena pensarse como un conjunto ‘excéntrico’, en el sentido planteado por Teresa de Lauretis, es decir, identificarse con proyectos más amplios, con otros grupos que también han sido marginados. Si los sectores LGBT dialogan poco con los movimientos de mujeres mucho menos lo hacen con poblaciones negras, indígenas o sectores populares.
¿Cómo ve el debate clásico sobre el sujeto político del feminismo respecto a la experiencia trans?
Lo primero que podría decir es que no hay un vínculo automático y directo entre las experiencias de ‘mujeres trans’ y las de mujeres feministas, así como tampoco hay una vinculación automática entre mujeres y feminismo, ni tiene por qué haberlo.
Para empezar, no tenemos la autoridad para decirle a las mujeres feministas que nos acepten en sus espacios políticos simplemente porque somos ‘trans’, por tomar hormonas, por ponernos tetas o por usar tacones. Si bien ese es un vínculo posible, y para algunas deseable, en todo caso necesita mediaciones. Es necesario pensar que esa articulación debe pasar por filtros críticos que nos permitan establecer alianzas como sujetos políticos y como personas. Cabe decir, además, que también es necesario establecer espacios de autonomía para ambos grupos. En algunos espacios las ‘mujeres trans’ queremos conversar entre nosotras, no queremos a gays, ni a sexólogos, ni a feministas, ni a etnólogas... Y eso no es excluyente, como a veces se afirma. Es una necesidad de buscar espacios autónomos.
¿Qué le aportan las experiencias trans al feminismo?
Las experiencias trans son un ejemplo encarnado de muchos de sus postulados, como “una no nace mujer, una llega a serlo”, ‘lo personal es político’ o ‘mi cuerpo me pertenece’. También encarnamos de forma explícita la máxima fundante y vigente del feminismo que Simone de Beauvoir propuso en 1949 en el Segundo Sexo: “Ningún destino biológico, síquico o económico define la figura que reviste en el seno de la sociedad la hembra humana”.
Además, hacemos contribuciones a debates centrales del feminismo, porque el feminismo se nutre de debates y de críticas que surgen en su interior y en su exterior. Considero que el feminismo es una práctica autocrítica y las ‘experiencias trans’ le aportan algo central: problemas, conflictos y malestares en el género.
Publicada em: 12/08/2010 às 12:00 entrevista
Publicada em: 12/08/2010
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